Coronavírus: Decreto fecha shoppings e academias no estado do Rio Praças de alimentação continuarão funcionando por apenas um turno

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Decreto do governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, amplia as restrições a circulação de pessoas por causa do coronavírus. O decreto faz recomendações específicas em relação ao fechamento de estabelecimentos como creches, academias, clubes e shopping centers. Segundo o governador, a medida também vai facilitar a contratação de hospitais e serviços profissionais para ajudar no enfrentamento do surto.

No caso dos shoppings, o governador adiantou que somente as praças de alimentação continuarão funcionando, e por apenas um turno. Mesmo assim, haverá restrição de público, que ficará limitado a apenas um terço das mesas disponíveis nesses locais.

A mesma proporção vai valer para bares e restaurantes, que só poderão ocupar um terço de suas mesas. Os clientes serão orientados a comprar a comida para viagem e levá-la para casa.

\\”Não desafie a doença. Quem desafiou está chorando os seus mortos. Faço um apelo aos empresários. Se nada for feito, em três semanas, teremos mais de 24 mil pessoas contaminadas\\”, disse Witzel, que afirmou que isso pode gerar mais de mil casos graves, em um cenário em que os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) serão apenas 300. O número de leitos poderia chegar a 600 com a reativação de dois hospitais, medida que deve ser divulgada em breve, segundo ele.

Os governadores também vão pedir ao governo federal mais recursos para a saúde, além dos R$ 5 bilhões que já teriam sido destinados aos estados. Segundo Witzel, os R$ 36 milhões reservados até então para o estado do Rio de Janeiro são \\”muito pouco\\”. \\”Estamos estimando um custo [do enfrentamento da epidemia]da ordem de R$ 1 bilhão. [Com] R$ 36 milhões nem dá para começar a pensar\\”. O governador afirmou que está em estudo a proposta de criação de um fundo emergencial, que terá como fontes recursos de outros fundos, reservas cambiais ou recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O governo do estado também está avaliando demandas de postergação de recolhimento de impostos para as empresas fluminenses, mas a medida esbarraria no Regime de Recuperação Fiscal pelo qual passa o estado. \\”Assim como estou sendo demandado, não sou o dono do cofre\\”, disse, destacando depender das medidas que serão pleiteadas pelos governadores junto ao governo federal. \\”Quem tem o sistema financeiro na mão é a União.\\” Fonte: Agência Brasil

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