Delegado descarta existir suposta quadrilha que rapta crianças em Campos dos Goytacazes, RJ

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Áudios compartilhados nas redes sociais estariam provocando histeria e pânico, mas até agora não houve comprovação desse tipo de crime

Desde a última sexta-feira, quando um casal denunciou em redes sociais que sofreu tentativa de rapto do filho pequeno em Guarus, Campos dos Goytacazes, norte fluminense, postagens parecidas começaram a ser compartilhadas. 

Áudios de supostos pais de crianças que estariam sendo abordadas na rua por motociclistas suspeitos começaram a circular, sobretudo pelo aplicativo Whatsapp, em Campos.

De acordo com o delegado Pedro Emílio Braga, o que se investigou até agora foi considerado inconsistente sem nenhum fato concreto. Ele acredita que um pânico generalizado estaria sendo gerado com notícias inverídicas.

Pedro Emílio Braga informou nesta segunda-feira (2) que ouviu os pais do menino de um ano de idade que teria sofrido uma tentativa de rapto no Jardim carioca, em Guarus, na última quinta-feira (29). Na sexta-feira (30), o casal foi intimado a prestar depoimento. De acordo com o delegado, o pai do menino foi abordado por um casal morador de rua e usuários de drogas. Eles criaram uma discussão e uma abordagem verbal agressiva por estarem alterados, supostamente por causa de crack.

“O pai conseguiu se defender e ficou esclarecido que não houve uma tentativa premeditada de rapto. O casal que seria suspeito estava totalmente alterado sob efeito de entorpecentes. Houve um desentendimento apenas. Não há nenhuma ligação com quadrilha de raptores ou traficantes de crianças. Estamos tentando identificar esse casal agressor, mas ainda não foi possível”, disse o delegado.

Alguns áudios compartilhados em aplicativos de mensagens de celulares contando supostos relatos de tentativas de raptos de crianças foram analisados, mas até o momento não houve comprovação. O delegado Pedro Emílio por enquanto descartou a denúncia de que uma quadrilha estaria agindo na cidade ameaçando pais e tentando raptar crianças. “Não se pode afirmar como surgem essas histórias, mas, talvez, podemos cogitar que, muitas pessoas sob estresse ou pânico, imaginam coisas e tiram conclusões equivocadas. Por enquanto, está descartada essa especulação de que uma quadrilha ou traficantes estariam agindo na cidade”, concluiu. Fonte: Terceira Via e foto: Silvana Rust

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