Depois de Witzel, conselho de procuradores do MP defende Polícia Militar

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O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) divulgou nesta quinta-feira uma nota na qual defende a existência da Polícia Militar (PM). O documento surge após declarações do governador Wilson Witzelno mesmo sentido.

\\”Em áreas conflagadas, tomadas pelo crime organizado, a ocupação ostensiva militarizada cumpre importante papel de discussão do crime, protegendo parcela significativa da sociedade, permitindo, não raras vezes, a necessária prisão e/ou a identificação de criminosos\\”, diz o texto do CNPG.

No texto divulgado hoje, o CNPG destaca que a PM se encontra submetida às mesmas regras que outras instituições: \\”Relevante considerar que os policiais militares não estão imunes à lei por eventuais atos ilícitos que venham a praticar, estando sujeitos, como qualquer cidadão, à legislação comum ou militar, conforme o caso\\”.

Entenda a polêmica

A nota é tornada pública após Witzel criticar um evento sobre “desmilitarização da Polícia Militar, violência policial e justiça criminal sob a ótica dos direitos humanos” que seria promovida pelo sobre “desmilitarização da Polícia Militar, violência policial e justiça criminal sob a ótica dos direitos humanos”. No Twitter, o governador afirmou no domingo ser “inaceitável” que o Ministério Público Federal (MPF) do Rio promova “eventos políticos, com claro desvio de suas atribuições institucionais”.

Organizado pelo MPF do Rio debate “Desmilitarizar a polícia: segurança pública e direitos humanos” está marcado para 13 de agosto. O evento contará com uma exposição fotográfica, abordará “os impactos da militarização no cotidiano das favelas e em áreas periféricas, como o campo, territórios indígenas e tradicionais”, bem como “a lógica da guerra e controle presente na segurança pública brasileira”. Fonte: Extra e foto: agência O Globo

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