Em reta final elétrica, Flamengo e Botafogo ficam no empate

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Rubro-Negro empatou o clássico no fim após pênalti convertido por Gabigol.

Teve de tudo no Flamengo e Botafogo realizado na manhã deste domingo. (23/08) Surpresas nas escalações, pressão, intensidade, erros, chances desperdiçadas de todos os lados e momentos de tirar o fôlego. Mas, após um embate movimentado pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, as duas equipes saíram de campo com o empate em 1 a 1 nos acréscimos. Pedro Raul marcou para os alvinegros aos 51 minutos. Quatro minutos depois, Gabigol igualou o placar, graças ao pênalti assinalado com a ajuda do VAR.

O resultado deixa o Glorioso com seis pontos em quatro partidas, inicialmente na oitava colocação, enquanto os rubro-negros vão a cinco pontos em cinco jogos e sobem para a décima-segunda colocação. No próximo sábado, a equipe de Paulo Autuori mede forças com o Internacional no Nilton Santos, enquanto os comandados de Domènec Torrent enfrentam o Santos no domingo que vem na Vila Belmiro.

FLA INCISIVO, MAS POR LINHAS TORTAS

O desejo do técnico Domènec Torrent mudar a rota do Flamengo ficou nítido já na escalação: além da entrada de Matheuzinho no lugar do lesionado Jean Lucas, o meia Diego e o atacante Pedro Rocha se tornaram titulares no clássico. E o camisa 32 foi a grande \\”cartada\\” do Rubro-Negro na etapa inicial.

Bastante requisitado, Pedro Rocha deu trabalho à defesa do Botafogo com dribles, distribuindo passes e ajudando o Flamengo a empilhar chances. Após abrir caminho pela esquerda, ele passou para Willian Arão, que serviu Matheuzinho. O lateral finalizou e a bola foi salva por Gatito Fernández. Em seguida, o camisa 32 passou como quis por Kevin e cruzou. Bruno Henrique surgiu em meio à zaga alvinegra e cabeceou, mas novamente o camisa 1 espalmou.

Porém, mesmo com amplo domínio de posse de bola (71%) e rondando a área, a equipe pecava nos passes. Além disto, a opção de Gabigol atuar na ponta e Bruno Henrique ficar mais centralizado não foi tão eficaz. Enquanto o camisa 27 ia bem, o camisa 9 só teve uma chance clara quando voltou a ser deslocado para a área. Seu chute forte parou em Gatito Fernández.

NO FOGO CRUZADO

Além de penar para conter o ímpeto rubro-negro, mesmo tendo um trio de zaga, o Botafogo tinha dificuldades para avançar nos primeiros minutos de partida. Bruno Nazário esbarrava na forte marcação de Filipe Luís, enquanto Honda e Caio Alexandre eram marcados de perto por Diego e Éverton Ribeiro, respectivamente.

Aos poucos, no entanto, o Glorioso encontrou brechas para avançar com fôlego. Após tabelar com Kevin, Luis Henrique recebeu passe livre na área, mas o atacante, com o gol escancarado, chutou para a fora. Em seguida, o camisa 7 passou para Guilherme Santos, que esticou a Honda. O japonês mandou para fora.

TRANCOS E BARRANCOS

A volta do intervalo foi marcada por um ritmo mais lento das duas equipes. Tropeçando em erros, Flamengo e Botafogo tiveram dificuldades para criar. Uma tentativa de cruzamento de Matheuzinho foi na direção do gol e obrigou Gatito a espalmar para escanteio. Enquanto freava a marcação do Rubro-Negro, o Botafogo conseguiu nova chance: Luis Henrique passou para Pedro Raul, que desperdiçou.

ALTA VOLTAGEM, EUFORIA E… VAR FRUSTRA O FLAMENGO

As cartadas de Dome revigoraram o Flamengo na reta final. Com Thiago Maia no lugar de Diego, a equipe ganhou mais velocidade e, aos 29 minutos, balançou a rede. O volante passou para Bruno Henrique, que caiu após dividida. Na sobra, Filipe Luís foi à linha de fundo e cruzou. Gabigol, livre, completou para a rede. Em meio à euforia rubro-negra e os protestos botafoguenses, o árbitro Leandro Pedro Vuaden atendeu a um alerta do VAR, que anulou a jogada por toque de mão de Bruno Henrique.

O gol anulado não tirou o fôlego do Rubro-Negro, que terminou o jogo com quatro atacantes. Válvula de escape na reta final, Bruno Henrique se desvencilhou da marcação mas finalizou sem ângulo, nas mãos de Gatito Fernández.

RETA FINAL DE TIRAR O FÔLEGO

Nos acréscimos, o Botafogo partiu para o ataque e cercou o Flamengo em tentativas de cobranças de escanteio. Na rebatida de uma das bolas alçadas por Danilo Barcelos, Pedro Raul arriscou um voleio e mandou para o fundo da rede aos 51.

O Rubro-Negro não desistiu mesmo após o gol sofrido. Gabigol foi lançado na área e carimbou uma bola no travessão. Em seguida, Bruno Henrique chutou e a bola explodiu em Marcelo Benevenuto. Porém, o árbitro Leandro Pedro Vuaden recebeu novo alerta do VAR sobre um possível toque do defensor alvinegro. Após revisar a jogada no vídeo, o pênalti foi assinalado. O camisa 9, aos 55 minutos, garantiu o empate em 1 a 1.

Fonte: Extra

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