Patrulhamento Maria da Penha registra aumento de denúncias em Itaperuna, no RJ

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O aumento de denúncias revela que as mulheres se sentem mais confiantes para expor as agressões.

Mais de 60 mulheres já foram atendidas pelo Patrulhamento Maria da Penha, no Noroeste do Estado em três meses. Números demonstram significativo aumento nas ocorrências de violência contra a mulher no ano de 2019, após o programa instalado. Entre elas, uma que chocou a cidade foi a prisão de um idoso de 71 anos que estuprou a neta de 8 anos.


São duas equipes especializadas em cada unidade do 6º CPA e no Estado que passaram por capacitação em ciclos de treinamento e atuará com uma braçadeira com a inscrição Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida. Conta com viatura caracterizada com tarja lilás e a logomarca do programa. De segunda a sexta-feira das 8h às 18h.


De acordo com a Cabo Gerlane Oliveira, o número de denúncias vem aumentando e um dos fatores é a maior conscientização das mulheres. Outro fator é a capacitação dos policiais para o atendimento mais humanizado. “Agora conseguimos fazer valer a Lei Maria da Penha e buscamos cumprir o dever de proteção enquanto policial militar. A sociedade ainda vive naquela realidade de que em briga de marido e mulher não se mete a colher.

Todos agora na sociedade estão com esse compromisso com as mulheres”, declarou Gerlane.

Os policiais têm o trabalho contínuo com visitas às residências das vítimas para verificar se está ocorrendo o cumprimento da medida protetiva expedida pela Justiça contra o agressor. Além disso, fazem o encaminhamento para que elas possam ser atendidas em alguns lugares, como o Centro Integrado de Atendimento à Mulher, passando por atendimento social, psicológico e jurídico.


Para quem desejar denunciar no noroeste do Estado deve fazer contato com 992670646, para esclarecer dúvidas e incentivar que as mulheres que sofrem essa violência denunciem. Além de realizar palestras sobre o tema nas escolas e outros locais.


Dados apontam que foram feitos em todo o Estado do Rio de Janeiro, 1.161 fiscalizações de medidas protetivas, 642 visitas de acompanhamento e assistência a vitima, 629 mulheres assistidas em medidas protetivas, 1075 total de mulheres atendidas e 11 agressores presos. Fonte: Ururau

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