Possibilidade de contaminação na água em Cabo Frio, no RJ, é descartada pela Vigilância de saúde

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População ficou alarmada com aumento no registro de casos de pessoas com mal-estar, diarreia, enjoos e vômitos, e com a possibilidade dos problemas terem sido causados pelo consumo de água de má qualidade

Após muitas pessoas da Região dos Lagos, principalmente no segundo distrito de Cabo Frio, relacionarem diversos sintomas como mal-estar, diarreia, enjoos e vômitos com a qualidade da água consumida pela população, principalmente após o temporal do final de janeiro, a Prolagos descartou totalmente a possibilidade de que a água distribuida pela empresa esteja contaminada, afirmação confirmada pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental de Cabo Frio.

Através de nota, a concessionária reponsável pelos serviços de água e esgoto afirmou que \\\\”a água tratada e distribuída pela Prolagos atende a todos os padrões de qualidade e potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde\\\\” e que \\\\”a empresa cumpre a rotina de controle da qualidade que inclui a realização diária de coletas e análises laboratoriais da água em diversas partes do sistema de abastecimento, que totalizam mais de quatro mil exames mensais\\\\”.

A publicação da empresa também observa que \\\\”o laboratório da Prolagos, onde as análises são efetuadas, é credenciado pelo INEA, e que todo o processo é acompanhado e controlado por um laboratório terceirizado\\\\” Além disso, \\\\”os resultados são encaminhados aos órgãos de saúde pública e à Agência Reguladora (Agenersa)\\\\”, o que certifica que \\\\”a água distribuída pela Prolagos está apta para consumo\\\\”.

Andreia Nogueira, coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental de Cabo Frio (SMS de Cabo Frio), esclarece que \\\\”não houveram surtos de doenças causadas pela água\\\\”, como foi cogitado, e que \\\\”na verdade esse aumento das notificações está mais ligado ao fator climático e temporada de férias, quando a população local quadriplica, todos os anos, durante o verão\\\\”:

\\\\”Seria um surto se tivéssemos um número muito maior de notificações do que o registrado. De qualquer forma, estamos monitorando toda essa situação e, mesmo em período de férias, constatamos que a média está dentro da normalidade levando em conta o aumento da população local. Só consideramos surtos e epidemias um número acima de 80 notificações semanais. No segundo distrito, durante a primeira semana de janeiro, logo após o Réveillon e quando tivemos um perído de calor intenso, tivemos 53 notificações. Na segunda semana, 35 notificações. Na terceira semana, 28 notificações, e na última semana 30 notificações, contabilizando um total de 146 notificações em endereços diversos\\\\” – detalhou.

A coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental de Cabo Frio destaca que, na última semana, uma série de análises foram realizadas no segundo distrito, e que esse mesmo processo será feito no primeiro distrito de acordo com uma escala que observa as localidades mais vulneráveis. Além disso, Andreia Nogueira observa que fatores como a ingestão de alimentos gordurosos, muito condimentadosos e frituras, ou qualquer tipo de comida ou bebida que tenha sua composição alterada pela exposição à altas temperaturas, podem causar os sintomas que muitos têm atribuído à ingestão de água.

\\\\”A primeira etapa de amostragens feita no segundo distrito teve resultado normal relacionado aos fatores físicos e químicos, e estamos aguardando o resultado microbiológico. Na próxima semana, estaremos fazendo a rota do Recanto das Dunas, Vila do Sol e Praia do Siqueira, realizando todos esses procedimentos. De qualquer forma, ressaltamos à toda a população que é preciso ter cuidados básicos com a alimentação, principalmente nesta época de temperaturas elevadas, e que é fundamental realizar a manutenção periódica de caixas d’água e reservatórios, que podem acumular sujeira e micro-organismos que contaminam a água e ocasionam diversos problemas de saúde. Alguns, inclusive, podem não ser facilmente identificados. Até mesmo a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou a limpeza de qualquer tipo de reservatório de água em, no mínimo, a cada seis meses. Além da limpeza, é preciso realizar a desinfecção dos reservatórios domiciliares\\\\” – finalizou. Fonte: RC24H

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