Você não está sozinho. Dê voz a quem precisa de você.

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O Setembro Amarelo é uma campanha criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio.


O Setembro Amarelo é uma campanha criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio, uma prática motivada por diversos fatores, mas que pode ser evitada através de atitudes simples. Contudo, mesmo com tantos casos notórios, crescentes a cada ano, ainda existe uma expressiva barreira para falar sobre o problema.


No mundo em que vivemos atualmente, a velocidade é o que comanda nossas ações.

O dia a dia agitado, as cobranças, as relações superficiais, informações espalhadas em tempo recorde, conversas e leituras rápidas e, o principal, a falta de empatia, são alguns dos processos que acontecem atualmente e que não colaboram para ouvir e ser ouvido.   


As consequências de toda essa agitação e superficialidade acabam sendo graves. Infartos, diabetes, hipertensão, crises de ansiedade, depressão e, o mais grave de todos, o suicídio, pois este pode ser um caminho sem volta, acometem cada vez mais pessoas em todo mundo. Para isso ser evitado, algumas atitudes podem ser tomadas com quem está precisando, e esse alguém pode estar ao seu lado.    

Questionamentos que precisam ser feitos constantemente: Quanto tempo e recursos investimos hoje na proteção de nossa saúde mental?


Quão sensíveis estamos aos impactos dos “males”, “excessos”, e “faltas” dos nossos dias pós-modernos?


A projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é a de que até o final de 2020, uma morte a cada 20 segundos terá ocorrido e uma tentativa a cada dois segundos. Fenômeno social, complexo, multifatorial, o suicídio se apresenta impactante, mas não poucas vezes, traz consigo algum elemento de surpresa.


Portanto, mesmo que após estes eventos muitas vezes se ouve algo do tipo: “ele nunca manifestou nada que sugerisse estar passando por algum problema” ou “Era uma pessoa boa, feliz, alegre, não parecia estar passando por depressão”. Muitas vezes essa imagem não passa de uma figura obscura que não é apresentada para que não seja aumentado aquele sofrimento interno.  

No entanto, ressalta-se que há quadros de saúde, condições e situações de vida que, em larga escala, podem expor o indivíduo a atitudes extremas, como o atentado contra a própria vida. Assim elencamos alguns fatores que podem ser relacionados aos Fatores de Risco e Fatores de Proteção à Saúde Mental.


São estes:
FATORES DE RISCO
Ansiedade, Depressão e/ou outros transtornos emocionais; Desestrutura familiar; Solidão; Sofrimento agudo vivenciado a longo prazo sem perspectiva de solução; Relacionamentos abusivos.


FATORES DE PROTEÇÃO
Estrutura familiar; Religião (Busca de sentido para a vida fora dos limites da matéria); Vida comunitária (Rede de amigos, senso de pertencimento); Ajuntamento em torno de prazeres comuns (Shows, esportes, etc); Comunhão de ideias e ideais (Defesa de causas, militâncias, etc); Fé em comum (engajamento em ações eclesiásticas e sociais).


As pessoas que pensam em suicídio normalmente estão tentando fugir de uma situação da vida que lhes parece insuportável, buscando o alívio. Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas.

Não entre em choque, fique envergonhado ou demonstre pânico. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça.


Para ajudar uma pessoa com comportamentos que podem aparentar algum atentado contra a própria vida, algumas ações são fundamentais, como: Ouvir, demonstrar empatia e ficar calmo; Ser afetuoso e dar o apoio necessário; Levar a situação a sério e verificar o grau de risco; Perguntar sobre tentativas de suicídio ou pensamentos anteriores; Explorar outras saídas para além do suicídio, identificando outras formas de apoio emocional; Conversar com a família e amigos imediatamente; Procurar entender os s CRP/RJ entimentos da pessoa sem diminuir a importância deles; Aceitar a queixa da pessoa e ter respeito por seu sofrimento e sempre Demonstre preocupação e cuidado constante para com esta pessoa.


A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem ou algo trivial. Não dê falsas garantias nem jure segredo, procure ajuda imediatamente. Principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos. Ouça e seja ouvido. Dê voz a quem precisa. Acolha e seja acolhido. Valorize sempre a vida.

Fonte: Viver Seguro por Edval Júnior/ Terceira Via – Com a colaboração de Herusa Dias- Psicóloga CRP/RJ 33496

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